HOMILIA DOMINICAL
DO VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM DO ANO DIA 02 DE 03 DE 2014.
TER FÉ, É
CONFIAR NA PROVIDÊNCIA DIVINA.
TER FÉ, É CONFIAR EM DEUS.
1ª LEITURA Is 49, 14-15.
Sl 62(63).
2ª leitura 1ªcor 4, 1-5.
Evangelho mt 6, 24-34.
Precisamos do dinheiro, sim, mais Deus é mais!
O dinheiro só vale enquanto estamos por aqui. Deus nos vale agora, na hora da
nossa morte, e principalmente para a eternidade da nossa alma. Essa é a
diferença entre o Senhor Jesus e o senhor dinheiro.
Dizem que se deve escolher
entre a tecnologia e a divina Providência. Quem tem a coragem de viajar de
avião não deve pensar na Providência, e sim na segurança da tecnologia... Deus
não deve intervir a qualquer momento, as leis da ciência e suas aplicações é
que devem estar segura... Não diminui a fé na Providência a
responsabilidade humana?
A 1ª leitura ensina a
jogar-nos com toda a confiança nos braços de
Deus: seu amor não desiste
de cuidar de nós. E no evangelho, Jesus dirige nosso olhar para os pássaros do céu
e os lírios do campo. Mas Ele não ensina a despreocupação. Ele nos ensina a
atitude certa para o serviço do Reino de Deus, para que possamos cumprir a
missão que Ele nos confia. Não a despreocupação, mas a liberdade e a
simplicidade no serviço do Reino é a mensagem da parábola dos lírios do campo.
Quem procura estar a serviço do Reino receberá como graça de deus as coisas
necessárias para viver.
Tal atitude é totalmente
contrária à atitude dos que procuram antes de tudo riqueza, propriedades,
prestígio, poder, prazer....Será difícil conseguir tudo isso e além disso “ter
Deus”! Melhor é procurar primeiro Deus e receber, além dele, o resto...Assim, o
Evangelho se opõe também aos despreocupados, que deixam tudo correr para não se
incomodarem e por isso se tornarem cúmplices daqueles que querem tudo para si.
O certo é primeiro
empenhar-se pelo serviço de Deus, da justiça e do amor que Jesus nos ensina.
Então, sempre teremos a certeza de ter feito o que devíamos fazer. Se Deus nos
concede uma vida longa e materialmente sucedida, para assim servi-lo, tudo bem:
e se Ele nos conduz ao sacrifício, não teremos nada a reclamar.
A confiança na Providência
assim entendida não é contraria à responsabilidade e ao engajamento. É sua condição necessária. Pois quem sempre
está calculando como salvará seus interesses próprios, nunca engajará com
liberdade evangélica. Neste sentido, a confiança na providencia não é alienante
mais libertadora! Não tira a nossa responsabilidade, mas nos dá maior liberdade
e coragem para assumir nossa responsabilidade na construção do reino. Quanto
mais confiamos em Deus, tanto mais cresce nossa responsabilidade. Devemos
confiar como se tudo dependesse de Deus e nos empenhar como se tudo dependesse
de nós (cf. Sto. Inácio de Loyola).
Pe. Rosevaldo Bahls.
Cascavel, 26 de 02 de 2014.
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