Sl 26 (27);
Leitura
Rm 5,5-11
Evangelho Jo 6,37-40.
A Igreja convida-nos hoje à
oração e à celebração pelos nossos irmãos falecidos. É dia de meditação sobre o
sentido da morte terrena e da vida futura (Eterna). No dia de hoje nossos
corações se enchem de sentimentos de saudades e até choramos quando lembrarmos
nossos irmãos já falecidos que marcaram nossas vidas no passado. É dia de irmos
a Igreja para celebrar em memória daqueles que nos precederam para a casa
definitiva do Pai; mas também é dia de irmos aos cemitérios onde estão os
sepulcros de nossos entes queridos e ali podemos até chorar de saudades por
aqueles que não estão mais presentes fisicamente, mas apenas espiritualmente.
Esta saudade está revestida de lembranças, sentimentos, sinais, palavras,
gestos, exemplos que ninguém poderá esquecer; mas estes são sinais de
Ressurreição e Vida. Isso tudo nos faz lembrar também de nossa finitude humana,
em que tudo se transforma, tudo passa, por isso devemos trabalhar para preparar
nossos bens infinitos, que duram até a vida eterna, e ter uma vida de fé cada
vez mais profunda, sermos fiéis, nos convertermos ao Deus da vida que nos
prometeu a salvação através de Jesus Cristo.
Neste
dia de esperança cristã, de comunhão com quem amamos e continuamos amando,
mesmo sem a presença física, a Ressurreição de Jesus é uma luz cintilante para
nossa fé na vida eterna.
Temos
que construir o novo céu e a nova terra durante o tempo de nossa história. Mas
temos a confiança que quem morreu, tendo guardado a fidelidade a Jesus Cristo,
já pode usufruir do novo céu e da nova terra sem fim.
O
passado já foi e não nos pertence mais; o futuro está nas mãos de Deus. Importa
viver bem o presente. Não deixemos para amanhã o que podemos realizar hoje,
pois o amanhã pode não chegar. Todos terão que passar pela morte e se
apresentar diante do tribunal de Cristo. Desde o nascimento estamos caminhando
para a morte terrena.
Jesus
acolheu a morte, mesmo sendo o Senhor da vida e da morte. Experimentou a morte
do amigo Lázaro, derramando lágrimas de dor. Na morte de Jesus, entendemos a
realidade da morte para todos os humanos. No entanto houve um terceiro dia,
repleto de luz. A vida venceu a morte. Jesus ressuscitou e vivo está.
Com o
dia de finados, quando sobem aos céus as preces dos corações que amam, possa
recordar a incerteza da hora da morte. Não sabemos nem o dia nem a hora. Acima
de tudo, que esta data cristã confirme a certeza da Ressurreição. A morte é
apenas uma passagem para a vida definitiva. O céu é o lugar de quem vive na fé.
Pe. Rosevaldo Bahls.
Cascavel, 31 de 10 de 2013.
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