quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Homilia Da Comemoração De Finados do ano C dia 02 de 11 de 2013.


Leituras: Jó 19,1.23-27
 Sl 26 (27);
Leitura Rm 5,5-11
 Evangelho Jo 6,37-40.
            A Igreja convida-nos hoje à oração e à celebração pelos nossos irmãos falecidos. É dia de meditação sobre o sentido da morte terrena e da vida futura (Eterna). No dia de hoje nossos corações se enchem de sentimentos de saudades e até choramos quando lembrarmos nossos irmãos já falecidos que marcaram nossas vidas no passado. É dia de irmos a Igreja para celebrar em memória daqueles que nos precederam para a casa definitiva do Pai; mas também é dia de irmos aos cemitérios onde estão os sepulcros de nossos entes queridos e ali podemos até chorar de saudades por aqueles que não estão mais presentes fisicamente, mas apenas espiritualmente. Esta saudade está revestida de lembranças, sentimentos, sinais, palavras, gestos, exemplos que ninguém poderá esquecer; mas estes são sinais de Ressurreição e Vida. Isso tudo nos faz lembrar também de nossa finitude humana, em que tudo se transforma, tudo passa, por isso devemos trabalhar para preparar nossos bens infinitos, que duram até a vida eterna, e ter uma vida de fé cada vez mais profunda, sermos fiéis, nos convertermos ao Deus da vida que nos prometeu a salvação através de Jesus Cristo.
        Neste dia de esperança cristã, de comunhão com quem amamos e continuamos amando, mesmo sem a presença física, a Ressurreição de Jesus é uma luz cintilante para nossa fé na vida eterna.
        Temos que construir o novo céu e a nova terra durante o tempo de nossa história. Mas temos a confiança que quem morreu, tendo guardado a fidelidade a Jesus Cristo, já pode usufruir do novo céu e da nova terra sem fim.
        O passado já foi e não nos pertence mais; o futuro está nas mãos de Deus. Importa viver bem o presente. Não deixemos para amanhã o que podemos realizar hoje, pois o amanhã pode não chegar. Todos terão que passar pela morte e se apresentar diante do tribunal de Cristo. Desde o nascimento estamos caminhando para a morte terrena.
        Jesus acolheu a morte, mesmo sendo o Senhor da vida e da morte. Experimentou a morte do amigo Lázaro, derramando lágrimas de dor. Na morte de Jesus, entendemos a realidade da morte para todos os humanos. No entanto houve um terceiro dia, repleto de luz. A vida venceu a morte. Jesus ressuscitou e vivo está.
        Com o dia de finados, quando sobem aos céus as preces dos corações que amam, possa recordar a incerteza da hora da morte. Não sabemos nem o dia nem a hora. Acima de tudo, que esta data cristã confirme a certeza da Ressurreição. A morte é apenas uma passagem para a vida definitiva. O céu é o lugar de quem vive na fé.
Pe. Rosevaldo Bahls.
Cascavel, 31 de 10 de 2013.

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