Uma
vida plena em Jesus é feita de renúncias diárias
Quando nós sabemos renunciar à nossa
vontade e abraçamos a nossa cruz de cada dia, a nossa vida passa a ter um outro
sentido!
”Se
alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me” (Lc 9,23).
Seguir Jesus significa ir atrás dos Seus
passos, fazer aquilo que Ele fez. Seguir Jesus não é simplesmente imitá-Lo,
copiá-Lo, mas é ir na mesma direção, no caminho da vida, no sentido da vida. E
por isso que o Senhor não só ensina o caminho, mas Ele mesmo faz e é o caminho,
Ele mesmo desce ao nosso meio e se faz um de nós e caminha para o céu, nos
chamando para irmos atrás d’Ele.
Para irmos atrás do Senhor, antes de passarmos pela
porta do céu, precisaremos passar por “Jerusalém” como o Senhor mesmo fez. Ali
o Senhor viveu a vida no meio de nós, primeiro renunciando a si mesmo:
renunciou a Sua condição divina, renunciou aos títulos, às honrarias humanas
para viver o projeto do Reino de Deus. E tomou a Sua cruz, a cruz da
rejeição, a cruz do peso dos nossos pecados, a cruz da não aceitação e se
entregou inteiramente ao Pai.
Quem quiser segui-Lo precisa tomar a mesma atitude:
renunciar a si mesmo. Sim, ser capaz de renunciar ao próprio “eu”, muitas
vezes, aos afetos, ao desejo de agradar e viver a vida conforme o projeto de
Deus para nós.
Como é difícil renunciar a nós mesmos, porque somos
tão orgulhosos, egoístas, queremos ver o mundo do nosso jeito, da nossa
maneira! Quando
sabemos ceder, quando, mesmo nos achando certos, somos capazes de abaixar a
nossa cabeça, conseguimos viver renúncias em nossa vida. Renúncia à vontade de
ter isso ou aquilo, renuncia a afetos que gostaríamos de viver com mais
intensidade e não é possível os viver. Tudo isso devemos fazer como oblação,
como entrega, como oferta a Deus.
Quando nós, então fazemos isso tudo, nós pegamos a
nossa cruz e vamos atrás de Jesus, mas essa cruz é a mais pesada: a cruz dos
nossos dramas pessoais, familiares, a cruz da doença, da enfermidade, dos
pequenos sofrimentos, dos aborrecimentos que vivemos em nossa vida, em nosso
corpo, em nossa mente. Vivemos tudo isso em um espírito de entrega e oblação a
Deus quando nós sabemos renunciar à nossa vontade e abraçamos a nossa cruz de
cada dia; dessa forma a nossa vida passa a ter um outro sentido! Não é que
deixamos de viver, ao contrário, a nossa vida se torna mais plena, ela passa
ter um sentido de eternidade, ela passa a caminhar na direção do céu.
Que nós possamos, em vez de imaginar que estamos
perdendo a vida, tomar consciência de que seguir Jesus é perder a vida neste
mundo para ganhá-la aqui e para sempre com um sentido mais pleno.
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O que é o Cerco de Jericó?
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O Cerco de Jericó é uma
campanha de sete dias e sete noites de oração diante de Jesus presente no
Santíssimo Sacramento. Sua inspiração mais remota encontra-se no capitulo 6
do livro de Josué. O texto sagrado nos conta que antes de chegar à terra
prometida o povo de Israel se viu diante das grandes muralhas de Jericó
que o impediam de prosseguir a
caminhada. Obedecendo a voz de Deus, Josué, sucessor de Moisés e líder do
povo, convidou os Israelitas a orarem durante sete dias e sete noites
rodeando as muralhas de Jericó, tendo a frente a Arca da Aliança, sinal da
presença de Deus que caminha com seu povo.
Josué e os Israelitas acreditaram na promessa divina de que no sétimo dia durante a sétima volta as muralhas cairiam e eles alcançariam a vitória, coisa que de fato aconteceu porque o Senhor é fiel e cumpre suas promessas! Nos nossos dias colocamo-nos diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento e confiantes no poder da oração, pedimos que Ele derrube as muralhas que nos impedem de tomarmos posse de uma vida mais santa e feliz.
Padre Rosevaldo Bahls
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