sexta-feira, 14 de junho de 2013

HOMILIA DA FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA DIA 13 DE 06 DE 2013 DO ANO C.

Prezados irmãos em Cristo Jesus, aqui estamos nesta Quinta Feira na Casa de Nossa Senhora de Caravaggio e queremos refletir sobre Santo Antônio para seguirmos o Cristo. Santo Antônio é um santo jovem. Ele foi um verdadeiro sonhador. Ele que era oriundo de uma nobre família, deixou tudo para viver a pobreza da vida consagrada. De agostiniano, Santo Antônio fez-se seguidor de São Francisco. Ele nos ensina com seu hábito marrom que a nossa confiança não pode estar nas coisas do mundo, mas somente no amor de Deus. Ele pensava grande. Como franciscano, desejou ir ao Marrocos em missão. Desejou morrer pelo Cristo. Mesmo não conseguindo chegar ao fim de seu propósito, ele foi até o fim. Seu espírito é um espírito forte, de alguém que vai atrás, que não espera, corre e não é acomodado. Santo Antônio foi um jovem corajoso e não teve medo de arriscar a própria vida pelo Cristo. Podemos dizer que foi um discípulo bastante ousado.
Como todo jovem, ele foi contrariado pelos mais velhos. Santo Antônio foi muito ignorado por muitos de seu tempo. Somente os peixes, queriam escutá-lo, quando começou sua missão. Ele não desanimou, ele era confiante em Deus. Possuía um coração caridoso. Ele partilhava com os pobres, os famintos da Itália, o alimento de sua casa. Ele doava todos os “pães” para o que não tinham o que comer. Santo Antônio, é sinal de caridade. Por amor ao Cristo, ele estendia a mão para os sofredores.
Irmãos, ao venerarmos, Santo Antônio, encontramos um modelo de vida. Reconhecemos que é possível viver a vontade de Deus, neste mundo. E sermos pessoas, jovens, comprometidos com a causa do Cristo. Santo Antônio era um homem todo do Senhor. Assim como ele, atualizados no nosso tempo, devemos seguir a Cristo, no caminho da simplicidade, da fé, castidade e da caridade.
Como Santo Antônio, somos chamados a mudar de vida e abandonar o caminho das trevas, o caminho do pecado. A liturgia desta santa missa é um grande convite de Deus a reconhecermos a nossa fraqueza. O pecado gera o inferno, o tormento dentro de nós. Ele tira a nossa felicidade. Nossa vida que poderia ser festa e paz, pelo pecado torna-se “choro e ranger de dentes”. Irmãos, a pessoa pecadora pode ser nós mesmos. Por detrás de nossas aparências e máscaras, carregamos nossos vícios, maldades e atos de maldade. Carregamos conosco nossos pecadinhos de estimação, que alimentam nosso ego. Tem pecado, vício, que começa na infância e vai até a velhice. Há pecados em nós que sabemos que é pecado e não fazemos nada para mudar. Devemos nos perguntar: Até quando? Hoje, para nós deve ser uma noite de decisão. Deus quer entrar em nossa vida e o nosso pecado é uma grande barreira.
Filhos, o mundo ensina que não há mais pecado, que tudo é permitido. Em partes, é verdade, pois a Palavra diz “nem tudo convém”. Olhe para a sua vida! Reconheça que a mudança só virá, se como ela, você se curvar a Jesus. Diz a Palavra: Maria a irmã de Lázaro “Ela ficou aos pés de Jesus”. Ficar aos pés é estar em adoração. A nossa mudança começa quando descobrimos Deus em nossa vida, quando reconhecemos que Jesus é o nosso Salvador. Irmãos, dobremos o nosso coração diante de Deus. Lembre-se de Deus, cuidado: o mundo está correndo demais, temos tempo para tudo, menos para Deus. Amamos a pessoas e as coisas, e esquecemos do Criador. Queremos a nós mesmos, e nos esquecemos daquele que nos deu a vida. Só Deus pode trazer a Paz.
Termino esta reflexão, lembrando o beijo. A mulher pecadora do Evangelho, beijou os pés de Jesus. O beijo é sinal do desejo, da fome do outro. Aquela mulher estava com fome de Deus, de paz, de amor, atenção, felicidade e perdão. Reconheçamos, somente Jesus pode nos dar tudo isto. Somente ele.
Que pela intercessão de Santo Antônio, mudemos de vida e alcancemos a paz em nosso coração. Amém!
Pe. Rosevaldo Bahls.
Cascavel, 13 de Junho de 2013.

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